segunda, 23 de novembro de 2020

Notícia

Prevenir ainda é o melhor remédio

Diante da grave Pandemia do Covid 19 que assola país, convém não esquecer que famílias e a sociedade de modo geral, também sofrem grandes dificuldades em lidar com a dependência química, seja ela de álcool ou outras drogas. Grande parte dos esforços para enfrentar essa problemática, tem trazido conflitos, raivas e desesperanças. Quantas vezes eu ouço: - “Guerra contra as drogas!” Na verdade o que acontece? - Guerra contra os usuários de drogas! Isso deve ser repensado! Repressão ao tráfico de drogas? – Sim. - Guerras contra usuários de drogas? – Não. - Usuários, adictos ou drogadictos, já têm suas vidas destroçadas pelas suas adicções, eles já travaram guerras com drogas e perderam. Precisam é de ajuda. Numerosos centros e unidades de tratamentos proliferem por aí afora. Infelizmente, muitos apresentam “tratamentos” inócuos, pois com a pretensão de ajudar os pacientes a enfrentar seus problemas, desenvolvem o medo do passado, o medo do futuro e, o medo de desfrutar da real alegria do presente. Muitos medos atormentam e impulsionam os pacientes a desistir e até a afundar nas suas condutas adictas.

Infelizmente, o medo é que faz parte de muitos programas de tratamento para dependentes químicos. O enfoque com base no medo, não pode lograr êxito em longos períodos. Tenho visto isso acontecer com muitos que passaram por esses tipos de tratamento. Entendo o adicto como um buscador que, procura o prazer da vida mas, está desorientado. Essa busca é positiva e deve ser aproveitada para ajudá-los. O adicto busca o que lhe parece melhor e, vai atrás de algo importante, equivocadamente. Não podemos ignorar o significado dessa busca. No começo de sua adicção, encontrou algo que para ele foi maravilhoso, lhe dava prazer além da sua realidade vivida! Ele deu seu primeiro passo para sua realização pessoal, encontrou algo que para ele, naquela hora, “foi divino”, teve um nível de experiência que julgou até ser uma experiência espiritual. Acontece que as substâncias químicas alteram o sistema nervoso central, produzindo comportamentos antissociais e insanos. Alguns até que buscam algumas experiências de natureza espiritual, só que de forma errada, equivocada. O psicólogo Robert Johnson disse claramente em sua brilhante obra Ectasy: - “Adicção nada mais é que um substituto muito degradado de uma verdadeira experiência de gozo”. Cabe-nos agora apresentar-lhes um novo e certo caminho rumo ao verdadeiro prazer de viver com alegria, sem drogas.

Eu aponto: Espiritualidade. Assinalar os efeitos destrutivos da adicção sim, mas o mais importante é reavivar a consciência da perfeição que existe em cada ser humano. O paraíso que existe em cada um, não está perdido. Acontece que foi perdido de vista mas, está sempre ao alcance de quem, com sinceridade o busca. Não só de pão vive o homem. É preciso nutrir o espírito também. Somos constituídos de três aspectos: físico, mental e espiritual. Precisamos nutrir os três. Necessitamos de alimento para o físico, para a mente e para a alma. Literalmente uma verdade. O estado da nossa vida espiritual influencia diretamente no funcionamento da nossa mente e nosso físico. Como toda pandemia, “PREVENIR AINDA É O MELHOR REMÉDIO”! Que Deus nos proteja!

Odir Antonio Lehmkul

Reflexões Insólitas

Professor e Radialista, agora aposentado. É Acadêmico - Membro da Academia de Letras de Balneário Camboriú – ALBC – Ocupante da Cadeira nº 20. Também Membro da União Brasileira de Trovadores – UBT. Autor de Livros - A Capacidade de Ser Livre, Vol. 1 e Vol. 2 - Projeto Preventivo, Formação de Agentes Multiplicadores e Guia do Mestre. - A SAGA – Uma Viagem Inesquecível - O Meu Tempo de Menino – Autobiográfico Memorialístico