quarta, 13 de dezembro de 2017

Notícia

No Brasil, afogamentos são a segunda causa de morte e a sétima de hospitalização, entre os acidentes, na faixa etária de 1 a 14 anos. Imagem: Divulgação.

Prevenção de afogamentos

No período de 20 a 26 de novembro, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina realizou um trabalho de prevenção a afogamentos. O objetivo é conscientizar sobre os perigos do afogamento, a fim de minimizar este tipo de ocorrência em Santa Catarina. A campanha é realizada em parceria com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa).

No Brasil, afogamentos são a segunda causa de morte e a sétima de hospitalização, entre os acidentes, na faixa etária de 1 a 14 anos. Segundo o Ministério da Saúde, em 2010, 1.184 crianças de até 14 anos morreram vítimas de afogamentos, o que representa uma média diária de quase 3 óbitos. É importante salientar que os perigos não estão apenas nas águas abertas como mares, represas e rios. Para uma criança que está começando a andar, por exemplo, três dedos de água representam um grande risco. Assim elas podem se afogar em piscinas, cisternas e até em baldes, banheiras e vasos sanitários.       

A boia passa uma sensação falsa de segurança: isso por que, se a pessoa não souber nadar ou nada mal, ela se põe em risco, confia sua vida à boia, que pode furar, virar ou até voar longe, fazendo com que a pessoa perca seu apoio e se desespere. Sempre que possível, opte pelo uso do colete salva-vidas ao invés de objetos flutuantes.

Os pais ficam despreocupados quando as crianças estão com boias, mas crianças exigem cuidado redobrado. Não as perca de vista e quando na piscina, não deixá-las a mais de um braço de distância, pois, caso a boia em que ela esteja fure ou vire, ela está ao alcance da mão. No caso de crianças, às vezes é mais seguro mantê-las no colo do que com boias deste tipo. E nunca devem ficar sozinhas e sem supervisão de alguém que saiba nadar, de preferência um adulto. As crianças têm a cabeça, tronco e membros superiores mais pesados que as pernas e isso faz com que eles virem de cabeça para baixo com certa facilidade.                                                                                       As crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação especializadas. Se os pais ou responsáveis não sabem nadar, devem aprender também; outro detalhe: ensinar as crianças mais velhas a não brincar de empurrar, dar “caldo” dentro da água ou simular que está se afogando; um adulto deve supervisionar de forma ativa e constante as crianças e adolescentes, onde houver água, mesmo que saibam nadar ou que os lugares sejam considerados rasos.

As crianças devem ser ensinadas sobre o perigo da água e como evitar acidentes:

  • Sempre nadar com um companheiro. Nadar sozinho é muito perigoso;
    • Respeitar as placas de proibição nas praias, os guarda-vidas e verificar as condições das águas abertas;
    • Não brincar de empurrar, dar “caldo” dentro da água ou simular que está se afogando;
    • Saber ligar para um número de emergência e passar as informações de localização e do que está acontecendo em caso de perigo.

Dicas para prevenir afogamentos com crianças:

  • Esvazie baldes, banheiras e piscinas infantis depois do uso e guarde-os sempre virados para baixo e longe do alcance das crianças;
    • Mantenha baldes com água no alto, longe do alcance das crianças;
    • Conserve a tampa do vaso sanitário fechada, se possível lacrada com algum dispositivo de segurança “à prova de criança” ou mantenha a porta do banheiro trancada;
    • Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos trancados ou com alguma proteção que não permita “mergulhos”;
    • Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes. Esses recursos devem ser usados em conjunto com as cercas e a constante supervisão dos adultos;
    • Grande parte dos afogamentos com bebês acontece em banheiras. Na faixa etária até dois anos, até vasos sanitários e baldes podem ser perigosos. Nunca deixe as crianças, sem vigilância, próximas a pias, vasos sanitários, banheiras, baldes e recipientes com água;
    • Evite brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e reservatórios de água;
    • Saiba quais amigos ou vizinhos têm piscina em casa e quando levar a criança para visitá-los, certifique-se de que será supervisionada por um adulto enquanto brinca na água;
    • Muitos casos de afogamentos aconteceram com pessoas que achavam que sabiam nadar. Não superestime a habilidade de crianças e adolescentes;
    • No mar, a vala aparenta uma falsa calmaria, mas representa o local de maior correnteza que leva para o alto mar. Ensine a criança a nadar transversalmente à vala até conseguir escapar ou a pedir socorro imediatamente;
    • O rápido socorro é fundamental para o salvamento da criança que se afoga, pois a morte por asfixia pode ocorrer em apenas 5 minutos. Por isso é tão importante que pais, responsáveis, educadores e outras pessoas que cuidam de crianças aprendam técnicas de primeiros socorros;
    • Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número do atendimento de emergência (SAMU: 192 e Corpo de Bombeiros: 193)

http://www.sobrasa.org/new_sobrasa/arquivos/5_medidas/campanhas_prevencao_afogamento.pdf.

* Assessoria de Comunicação - Corpo de Bombeiros Curitibanos.